Em 2026, o Projeto Menanehaliti de Ecoturismo e Etnoturismo Indígena inicia um novo ciclo de fortalecimento e consolidação em Tangará da Serra (MT), com um objetivo claro: transformar o protagonismo indígena em referência nacional de turismo sustentável, com gestão comunitária, valorização cultural e geração de renda alinhada ao território. Trata-se de uma iniciativa construída por comunidades indígenas do Território Pareci, que vem estruturando, com seriedade e visão de futuro, um modelo de turismo de base comunitária capaz de inspirar o Brasil.
Um marco de avanço com apoio público e metas de consolidação
A nova etapa é executada por meio do projeto “Menanehaliti: Fortalecendo Raízes, Conectando Mundos”, viabilizado com recursos obtidos em edital público do Governo de Mato Grosso, via SECEL-MT, com financiamento oriundo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). Esse investimento representa mais do que apoio financeiro: é reconhecimento institucional de que o turismo indígena, quando estruturado com governança, planejamento e protagonismo comunitário, gera impacto real e duradouro.
Início da execução: planejamento, governança e qualificação
As primeiras ações dessa fase ocorreram nos dias 10 e 11 de janeiro, na Aldeia Katyalarekwa, reunindo representantes das comunidades, a Associação Comunitária Indígena Arara Azul (entidade proponente) e a equipe técnica do projeto. O encontro marcou o início do plano de trabalho com foco na qualificação das ações, no fortalecimento da gestão comunitária e na construção de um caminho consistente para ampliar a presença do Menanehaliti no mercado turístico.
O que está sendo fortalecido nesta fase
A agenda desta etapa avança sobre pilares essenciais para a consolidação do projeto: capacitações, definição do modelo de governança indígena do turismo, organização de agenda estratégica de eventos, reavaliação dos roteiros existentes e formatação de novas experiências turísticas. Como resultado, será produzido um novo Catálogo de Experiências Turísticas Indígenas, reunindo vivências culturais, ambientais e educativas conduzidas pelas próprias comunidades — com identidade, autenticidade e padrão de organização.
Um dos marcos dessa nova etapa é a Governança Turística recém-estruturada, desenhada para dar segurança, transparência e eficiência à tomada de decisão entre as aldeias. O modelo estabelece instâncias claras — com Assembleia Geral, Conselho de Caciques e Lideranças e um Comitê Gestor — além de comitês permanentes (cultura, meio ambiente/trilhas, segurança/SGS, hospitalidade, comercial/marketing e transparência), com regras de registro das operações, prestação de contas e distribuição de benefícios. Na prática, isso consolida a Agência Receptiva Indígena Menanehaliti como núcleo operacional de reservas, atendimento, logística e parcerias, garantindo que o crescimento aconteça com controle, consistência e respeito às salvaguardas culturais.
Seriedade institucional e segurança jurídica para o turismo indígena
Um diferencial decisivo do Menanehaliti é atuar com base em planejamento e conformidade: o projeto possui anuência da FUNAI para o turismo de base comunitária, reforçando a segurança jurídica e o compromisso com diretrizes específicas para visitação em Terras Indígenas. Somado a isso, a trajetória do projeto é sustentada por apoio técnico e institucional de atores estratégicos — Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Prefeitura de Tangará da Serra e consultoria especializada — fortalecendo a governança e a credibilidade do Menanehaliti perante o Brasil.
Para sustentar essa evolução, o Plano de Trabalho 2026 organiza uma jornada de 12 meses, conectando governança, qualificação e mercado. Entre as frentes previstas estão: fortalecimento da agência receptiva e da estratégia comercial; ampliação do marketing e comunicação (com foco em conversão e relacionamento); melhoria contínua de produtos/roteiros e da experiência do visitante; e consolidação de procedimentos operacionais e de segurança para sustentar a atividade com qualidade. O objetivo é transformar a fase de preparação em presença real no mercado, com rotinas, metas e entregas capazes de manter o projeto ativo e economicamente sustentável.
Um projeto que conecta cultura, economia e futuro
Criado em 2022, o Menanehaliti nasce com a missão de fazer do turismo um instrumento legítimo de geração de renda, valorização cultural, fortalecimento da identidade indígena e desenvolvimento sustentável — sempre com protagonismo comunitário. Agora, com a nova fase em andamento, o projeto acelera a organização necessária para ampliar parcerias, qualificar experiências e ganhar projeção nacional, abrindo caminho para também dialogar com o cenário internacional do turismo indígena sustentável.
E para “conectar mundos” de forma concreta, o Menanehaliti já entra em 2026 com presença planejada nos principais palcos do turismo: FIT Pantanal (Cuiabá/MT), Salão Nacional do Turismo (São Paulo/SP), ABAV Expo (Rio de Janeiro/RJ), Festuris (Gramado/RS) e a FIT América Latina (Buenos Aires/Argentina). Essa agenda posiciona o projeto para novas parcerias, rodadas de negócios e visibilidade qualificada, ampliando a rede comercial e acelerando a profissionalização do etnoturismo indígena no Brasil e no exterior.
Menanehaliti vive um momento decisivo: com governança fortalecida, planejamento claro e presença estratégica em eventos, o projeto mostra ao Brasil que turismo indígena pode ser referência de gestão, autenticidade e sustentabilidade. O convite está lançado — para o trade, para parceiros e para visitantes: acompanhe essa jornada, conecte-se às nossas histórias e participe de uma experiência que respeita a cultura, valoriza o território e gera futuro para as comunidades. Governança Turística.




