Formações realizadas entre abril e junho ampliam competências em comunicação, gastronomia, inclusão digital, artesanato e produção de conteúdo, impulsionando a geração de renda nas aldeias Haliti-Paresí.
Entre os meses de abril e junho, indígenas integrantes da iniciativa Menanehaliti de Turismo de Base Comunitária, em Tangará da Serra, participaram de um importante ciclo de capacitações voltadas ao fortalecimento do turismo indígena, da autonomia comunitária e da geração de renda nas aldeias.
As formações foram promovidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e pelo Governo de Mato Grosso, com apoio da Prefeitura Municipal de Tangará da Serra, do Sindicato Rural de Tangará da Serra, da Associação Indígena Comunitária Arara Azul e da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso – SECEL/MT, por meio de recursos financeiros da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).
Ao longo desse período, os participantes tiveram acesso a cursos estratégicos nas áreas de produção de conteúdo digital, planejamento de cardápio rural, inclusão digital, comunicação e oratória, além de artesanato em tecidos. Cada capacitação foi pensada para contribuir diretamente com a estruturação e o aperfeiçoamento das experiências oferecidas aos visitantes, fortalecendo a qualidade do atendimento, a organização dos serviços e a valorização dos saberes tradicionais.
No campo da comunicação, os cursos de oratória e atendimento contribuíram para que os participantes se sintam cada vez mais preparados para recepcionar visitantes, conduzir apresentações culturais e compartilhar, com segurança e clareza, a história, os costumes e as tradições do povo Haliti-Paresí. Já as formações em inclusão digital e produção de conteúdo ampliaram as possibilidades de divulgação dos roteiros, permitindo que os próprios indígenas comuniquem suas vivências, atrativos, cultura e serviços turísticos de forma estratégica, fortalecendo a presença do projeto nas redes sociais e em canais digitais.

A gastronomia também teve papel de destaque. O curso de planejamento de cardápio rural contribuiu para a organização das refeições oferecidas aos turistas, valorizando ingredientes locais, modos de preparo tradicionais e a identidade alimentar das comunidades. Dessa forma, a alimentação passa a ser compreendida não apenas como serviço, mas como parte essencial da experiência cultural vivida nas aldeias.
Outro eixo importante foi o artesanato em tecidos, que estimulou a criação e o aperfeiçoamento de peças com identidade cultural, ampliando as possibilidades de comercialização junto aos visitantes. A atividade fortalece a economia criativa nas aldeias e valoriza o trabalho manual, os símbolos, as narrativas e os conhecimentos transmitidos entre gerações.
Mais do que cursos, esse ciclo de capacitações representa um passo concreto na consolidação do Etnoturismo Menanehaliti como uma iniciativa conduzida com protagonismo indígena, planejamento e visão de futuro. O conhecimento adquirido fortalece a autonomia das comunidades, melhora a experiência turística e contribui para que o turismo se torne uma alternativa sustentável de renda, preservação cultural e desenvolvimento local.
O Projeto Menanehaliti nasceu da iniciativa de cinco aldeias indígenas de Tangará da Serra: Katyalarekwa, Serra Dourada, Oreke, Arara Azul e 2 Cachoeira. Com apoio técnico e financeiro do Governo de Mato Grosso, por meio da SEDEC/SEADTUR, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, da Prefeitura de Tangará da Serra, por meio da SECULTUR, e da Ícone Consultoria em Turismo, foi possível estruturar três roteiros de vivências turístico-culturais no território Haliti-Paresí.
Atualmente, o projeto vive uma nova fase de fortalecimento, impulsionado pelo apoio financeiro da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Governo de Mato Grosso / SECEL-MT, através do Edital nº 017/2024 – MT Criativo. Com esse incentivo, diversas ações estão sendo desenvolvidas para aperfeiçoar os roteiros, ampliar a visibilidade do projeto e preparar as comunidades para acessar novos mercados turísticos no Brasil e no exterior.
Com raízes firmes na cultura e olhar voltado para o futuro, o Menanehaliti segue mostrando que o turismo de base comunitária indígena pode ser uma poderosa ferramenta de valorização cultural, geração de renda, preservação ambiental e fortalecimento das comunidades.









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