O Etnoturismo Menanehaliti vive um momento decisivo de consolidação em Tangará da Serra (MT). Nos dias 23 e 24 de fevereiro, as influenciadoras Barbie Aventureira e Karoll do Vale participaram de uma imersão cultural nas aldeias Katyalarekwa, Serra Dourada, Oreke, Arara Azul e 2 Cachoeira, vivenciando de perto a força cultural, espiritual e ambiental do povo Haliti-Paresí e ampliando a visibilidade do projeto nas redes sociais. A experiência apresentou ao público um turismo autêntico, conduzido pelas próprias comunidades, com jogos tradicionais, trilhas em áreas preservadas, rodas de conversa nas hatis, cantos e danças, vivências da língua Aruak, banho e contemplação em rios de águas cristalinas, pintura corporal com grafismos, produção de artesanato e gastronomia preparada pelas mulheres das aldeias — um conjunto de práticas que revela a profundidade do modo de vida Haliti-Paresí e o protagonismo comunitário na recepção.
Esse movimento de visibilidade não acontece por acaso: o Menanehaliti iniciou 2026 em “nova fase”, com o tema Menanehaliti: Fortalecendo Raízes, Conectando Mundos, avançando como referência brasileira em turismo indígena de base comunitária ao conectar cultura, natureza e geração de renda. As primeiras ações deste ciclo ocorreram nos dias 10 e 11 de janeiro, na Aldeia Katyalarekwa, reunindo associação, representantes das aldeias e equipe técnica para dar partida ao plano de trabalho: novas capacitações, definição do modelo de governança comunitária, organização de agenda de eventos e revisão dos roteiros já existentes, além da construção de novas vivências que irão compor um novo Catálogo de Experiências. O projeto, criado em 2022 por iniciativa das próprias comunidades do Território Pareci, também conta com apoio institucional e técnico (Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Prefeitura e consultoria especializada), fortalecendo uma proposta que posiciona o turismo como instrumento real de autonomia financeira e valorização cultural.
A visita das influenciadoras faz parte de um projeto desenvolvido pela Associação Indígena Comunitária Arara Azul, financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Governo de Mato Grosso / SECEL-MT. Recebeu, também, suporte técnico da Prefeitura Municipal de Tangará da Serra, através da Secretaria de Cultura e Turismo – SECULTUR.
Outro diferencial que chama atenção é o compromisso com inclusão e qualidade: na imersão, foi destacado o uso de estrutura de acessibilidade, como cadeira de rodas anfíbia para acesso ao rio, mostrando que experiências em território indígena também podem ser pensadas para acolher diferentes perfis de visitantes. Na prática, Menanehaliti vem se consolidando como um modelo de turismo que não “mostra” a cultura — ele cria encontro, aprendizado e respeito, com regras claras, salvaguardas culturais e organização comunitária.
E a próxima etapa é de expansão: ainda este ano, o Menanehaliti seguirá participando dos principais eventos de turismo do Brasil e também no exterior, ampliando parcerias com operadoras e agências, fortalecendo a comercialização dos roteiros e projetando as aldeias Haliti-Paresí como um destino que inspira o setor: turismo responsável, com identidade, governança e futuro.


















